Zoghbi já foi demitido da Casa por supostas fraudes em empréstimos.
A punição será cumprida se ele voltar algum dia ao quadro do Senado.

O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou a suspensão por 30 dias do ex-diretor de Recursos Humanos da Casa João Carlos Zoghbi por este ter cedido o apartamento funcional que ocupava para seu filho. Zoghbi já foi demitido em outro processo e suspenso por 90 dias em um terceiro. As punições por suspensão serão cumpridas se ele algum dia for readmitido na Casa.
A nova punição foi publicada no Boletim Administrativo de Pessoal desta quinta-feira (18). Zoghbi tem uma mansão no Lago Sul e admitiu que deixou seu filho morando no apartamento. Após a divulgação do fato, o apartamento foi devolvido à Casa.
Na ocasião da abertura do processo, o advogado de Zoghbi, Getúlio Humberto Barbosa de Sá, afirmou que seu cliente não perdeu o “vínculo” com o apartamento, apesar de seu filho estar residindo no local. Sá afirma que Zoghbi ia ao apartamento freqüentemente porque muitos de seus pertences, inclusive roupas, estavam no imóvel. O advogado diz que seu cliente já se preparava para devolver o apartamento quando o caso veio a público.
O ex-diretor de Recursos Humanos da Casa foi demitido no processo que investigou supostas fraudes na operação de crédito consignado na Casa. Zoghbi seria responsável por autorizar empréstimos acima da permissão legal, de que as mensalidade tem de ser inferior a 30% do salário. Ele recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão.
Na semana passada, Zoghbi foi punido em outro processo. Ele foi suspenso por 90 dias por envolvimento no escândalo dos atos secretos. Neste escândalo revelou-se que decisões administrativas da Casa não eram publicadas.
Jornada de trabalho
O Boletim Administrativo de Pessoal também traz alterações em relação à jornada de trabalhos dos servidores. O horário “normal” de trabalho no Senado deixa de ser das 8h30 às 18h30. A partir de agora, será possível fazer turnos dentro do horário de 7h às 22h.
Dentro da nova estrutura, só receberá hora extra quem der expediente depois das 18h30 e que tenha trabalhado por mais de oito horas no dia. Continua valendo ainda o limite diário de duas horas para o pagamento das horas extras. A mudança da jornada se deve ao ritmo de trabalho do plenário, que comumente extrapola as 18h30, explica a assessoria de comunicação da Casa.
Fonte: G1







