Gilmar Mendes evita comentar laudo do Exército sobre grampo
BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, evitou comentar nesta terça-feira o laudo do Exército que atesta que os equipamentos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não podem grampear celulares. O documento indica que os aparelhos em poder da agência não teriam sido usados para grampear a conversa de Gilmar com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Ao ser perguntado sobre o resultado da perícia, o presidente do STF disse que prefere aguardar o resultado da investigação da Polícia Federal sobre o caso.
- Não vale a pena travar a discussão neste plano. Vamos aguardar a evolução dos acontecimentos. Nós temos uma investigação da Polícia Federal em andamento, e vamos ter um inquérito certamente conclusivo sobre o assunto - disse o ministro, após abrir uma reunião do Conselho Nacional de Justiça.
O laudo do Exército que indica que os equipamentos da Abin não podem fazer escuta em celulares foi enviado na semana passada à CPI do Grampo, em caráter confidencial . O resultado da perícia foi revelado no último sábado pelo GLOBO e complica a situação do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Ele acusou a Abin de ter aparelhos de grampo e é apontado como responsável pelo afastamento do diretor-geral da agência, Paulo Lacerda.
No dia 18, Gilmar criticou o laudo da PF que, assim como o do Exército, isentou a Abin da posse de maletas capazes de grampear celulares .
- Isso diz pouco. Simplesmente afirma que as maletas de que a Abin dispõe não teriam a possibilidade de fazer a interceptação. Estamos num mundo muito complexo para que nós tenhamos uma resposta muito simples - afirmou na ocasião o presidente do STF.
Fonte:O Globo


