Maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, começa a operar nesta quarta

Projeto de pesquisa básica europeu custou mais de 3 bilhões de euros.
Experimentos têm potencial para revolucionar as atuais teorias físicas.

Técnica checa conexões no interior do túnel subterrâneo do LHC
Técnica checa conexões no interior do túnel subterrâneo do LHC

Nesta quarta-feira (10), o maior acelerador de partículas do mundo entrará em operação. A um custo estimado em mais de 3 bilhões de euros, o LHC sondará as entranhas da matéria em busca das respostas que faltam para compreender vários dos mistérios do universo. E a idéia é fazer isso sem destruir o mundo no processo, a despeito de rumores em contrário.

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Grosso modo, o LHC é uma espécie de “rodoanel” para prótons, as partículas que caracterizam os elementos existentes no universo. Um túnel circular de 27 km, localizado sob a fronteira entre a Suíça e a França, ele usará poderosíssimos ímãs, construídos com tecnologia de supercondutores, para acelerar feixes de partículas até 99,99% da velocidade da luz. Produzindo um feixe de prótons em cada direção, a idéia é colidi-los quando estiverem em máxima velocidade. O impacto é capaz de simular condições próximas às que existiram logo após o Big Bang, gerando um sem-número de partículas elementares.

A sigla LHC significa Grande Colisor de Hádrons, em inglês. Os hádrons são o nome genérico das partículas que são compostas por quarks, os componentes básicos dos prótons e nêutrons.

Uma forma simples de imaginá-lo é como uma imensa máquina de esmigalhar prótons, colidindo-os uns com os outros. Os caquinhos que emergirem das colisões são as partículas que os cientistas pretendem estudar. E uma, em especial, está na cartinha que todos os físicos do laboratório enviaram a Papai Noel neste ano: o bóson de Higgs.

O nome assusta, e o apelido mais ainda — ele é chamado popularmente como “a partícula de Deus”. Mas, por que, afinal, o bóson de Higgs é tão especial?

Existe uma teoria muito querida pelos físicos de partículas, chamada de modelo padrão. Ela é basicamente uma lista de todas as peças — ou seja, todas as partículas — usadas na confecção de um universo como o nosso. Ela explica como os prótons e os nêutrons são feitos de quarks, e como os elétrons fazem parte de um grupo de partículas chamado de léptons, em que também se incluem os neutrinos, partículas minúsculas de carga neutra. O modelo padrão também explica como funcionam as partículas portadoras de força (como o glúon, responsável por manter estáveis os núcleos atômicos, ou o fóton, que compõe a radiação eletromagnética, popularmente conhecida como luz).

Mas para todo esse imenso “lego” científico funcionar corretamente, os físicos prevêem a existência de uma partícula que explicaria como todas as outras adquirem sua massa. É onde entra o bóson de Higgs. Infelizmente, até agora os cientistas não encontraram nenhum sinal concreto de sua existência. Por maior que fossem os aceleradores de partículas, o Higgs continuava ocultando sua existência. Agora, com a nova jóia da ciência européia, ele não terá mais onde se esconder.

Com uma potência nunca antes vista num acelerador, o LHC quase com certeza encontrará o bóson de Higgs. Ou coisa que o valha.

“Ninguém duvida que a idéia que está por trás do bóson de Higgs esteja correta”, afirma Adriano Natale, físico da Unesp (Universidade Estadual Paulista). “Se o bóson de Higgs, exatamente como foi proposto, não for encontrado, aparecerão outros sinais — partículas — que indicarão o novo caminho a ser seguido. Podemos não achar o bóson de Higgs, mas, seja qual for a física que está por trás, algo vai aparecer, e este algo pode até levar a uma nova revolução na física.”

Fonte:G1

5 comentários já feito

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  2. PAULO ROBERTO DE MESQUITA 13 setembro 2008 13:58

    Não sou nenhum alarmista, apenas um leigo preocupado. Perdoem até a minha humilde ignorância, mas até o pouquíssimo que sei a maioria (se não todas) as civilizações mais avançadas da antiguidade foram extintas com seus conhecimentos não se sabendo exatamente o porquê, não é?

    Já havia lido em algum lugar que conhecimento demasiado é perigoso, ou como os mais velhos dizem “a curiosidade matou o gato”. Fico com uma pergunta: será que devemos mesmo arriscar? Por mim eu escolho “não”, até pq, mesmo que não ocorra o fim do mundo na experiência, o será em potencial, devido a tal conhecimento dar poder a quem tem, e o poder é o inimigo direto da razão e da vida.

    Talvez pela minha “ignorância” de não conhecer afundo desse assunto estou com medo… rsrs

    TOLA OU NÃO ESSA É A MINHA OPINIÃO

  3. lara 18 setembro 2008 11:13

    Quais as materias que ele é revestido e isso pode criar um mine buraco negro?

  4. Administrador 19 setembro 2008 9:44

    Olá Iara

    Caso queira obter mais informações visite o site a seguir http://blog.uncovering.org/archives/2008/03/maquina_do_tempo.html

    Agradecemos o contato

    Equipe Ofir.4 News

  5. Roberto Ribeiro 23 março 2009 20:50

    É preciso que o homem volte para os problemas existentes no nosso planeta como: doenças, fome, temperatura, e, sobretudo a falta de amor por nossos semelhantes.

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