BC atua no mercado e dólar tem leve alta

Leilão de compra inverteu tendência de baixa da divisa.
Moeda americana fechou o pregão aos R$ 1,597, com alta de 0,06%.

Após operar em baixa durante quase todo o pregão, o dólar reagiu a um leilão de compra no mercado à vista feito pelo Banco Central (BC), inverteu sua posição e fechou o dia praticamente estável.

A divisa americana terminou o dia negociada a R$ 1,597, com uma discreta valorização de 0,06%. Na mínima do dia, a moeda chegou a marcar R$ 1,589.

Na semana passada, o dólar acumulou baixa de 0,68%. A queda acumulada em junho foi de 1,9% e, em todo o primeiro semestre, chegou a 10,1%.

Expectativa

“Ele realmente pode ir para R$ 1,58 e deve se sustentar abaixo de R$ 1,60 no curto prazo”, disse Roberto Padovani, estrategista de investimentos sênior para a América Latina do banco WestLB do Brasil. “É uma combinação de dólar ainda fraco nos Estados Unidos com o diferencial de juros do Brasil”.

Nas últimas duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central elevou a taxa básica de juro para esfriar a alta da inflação. Mario Battistel, gerente da Fair Corretora, explicou que, aumentando o juro, “fica mais rentável trazer dinheiro para renda fixa”.

O combustível para a valorização do real, no entanto, deve durar algumas semanas. Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, é um dos que aposta que o patamar de R$ 1,60 seja um “piso de sustentação para a moeda americana”.

Padovani dá algumas justificativas para a sustentação do dólar no longo prazo. “Você deve ter um fortalecimento internacional do dólar”, estimulado pelo aumento esperado para o segundo semestre no juro dos Estados Unidos, “e a conta corrente (do Brasil) começa a perder fôlego”.

Déficit

O BC prevê um déficit de US$ 21 bilhões nas transações correntes do país em 2008, após saldo positivo de US$ 1,46 bilhão em 2007. Mas a conta negativa tem sido compensada até aqui pelo investimento estrangeiro direto, que já soma mais de 13 bilhões de dólares no ano.

Nesta sessão, a moeda norte-americana acompanhou o movimento no exterior e a disputa em torno dos derivativos cambiais em vencimento. O BC fez um leilão de compra de dólares, com taxa de corte em R$ 1,5940, e aceitou quatro propostas, segundo um operador.

Fonte: G1 com Reuters

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