Planalto mantém em R$ 20 bilhões meta de corte do Orçamento para compensar CPMF

O governo deve defender a manutenção da decisão de cortar R$ 20 bilhões nas despesas de custeio e investimento nos Três Poderes do Orçamento Geral da União de 2008. A definição foi reiterada na reunião de coordenação política realizada nesta terça-feira no Palácio do Planalto.

Planalto mantém em R$ 20 bilhões meta de corte do Orçamento para compensar CPMF
Por quase duas horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu o vice-presidente José Alencar e seis ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), Paulo Bernardo (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), Tarso Genro (Justiça) e Franklin Martins (Comunicação Social) para discutir o assunto.

A Folha Online apurou que a reunião foi dominada por temas econômicos. Ao falar sobre os cortes no Orçamento, Bernardo reiterou que será necessário manter o número de R$ 20 bilhões. Porém, destacou que o Congresso é soberano para fazer a reestimativa de receita e decidir sobre o assunto.

Integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso sinalizam que o corte na proposta final poderá cair de R$ 20 bilhões para R$ 17 bilhões. Mas, segundo interlocutores do Planalto, Bernardo disse que essa previsão não corresponde aos números levantados pelo governo.

Mantega fez um balanço sobre a crise nos EUA. De acordo com relatos, ele disse que o Brasil não deve ser afetado pelos efeitos da turbulência norte-americana, repetindo o que o presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, afirmou na semana passada durante a reunião ministerial.

A reunião realizada na manhã desta terça-feira estava prevista para ontem. Mas foi adiada para hoje porque Alencar e alguns ministros estavam fora de Brasília. Será a última reunião antes do Carnaval. Em seguida, o presidente deverá tirar alguns dias de folga.

De acordo com interlocutores, na reunião de hoje não se mencionou a possibilidade de recriar o “imposto de cheque”, apesar de alguns integrantes de partidos governistas defenderem uma nova versão da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Fonte: Folha Online

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