Movimento radical islâmico diz ter “exército” para defender Gaza
O movimento radical islâmico Hamas anunciou nesta sexta-feira ter 50 mil homens –entre atiradores e dispostos a levar ataques suicidas– prontos para repelir ou ao menos impedir qualquer ação em larga escala de Israel na faixa de Gaza.
Nizar Rayyan, um líder do Hamas, disse que dará uma “resposta dolorosa” a Israel se militares e tanques entrarem em massa na faixa de Gaza, região controlada pelo movimento radical islâmico desde junho.
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“Os líderes do Hamas se surpreenderam quando 200 mulheres se candidataram para levar explosivos para enfrentar os tanques israelenses também”, afirmou Rayyan.
A inteligência de Israel diz acreditar que o Hamas possua ao menos 20 mil guerreiros e uma variedade de pequenas armas.
No entanto, oficiais israelenses afirmam que uma grande missão no território significaria grandes perdas em ambos os lados.
Na última quarta-feira (26), Israel lançou seu maior ataque contra a faixa de Gaza desde que a região foi considerada uma “entidade inimiga” por Israel. Nesta quinta-feira, novos ataques israelenses fizeram com que o número de mortos palestinos nestes dois dias ficasse em 11 pessoas.
Uma grande ação militar de Israel na faixa de Gaza nas próximas semanas pode complicar os planos para uma conferência da paz que deve ocorrer em novembro e é patrocinada pelos Estados Unidos. O encontro deverá acontecer em Washington.
“Há muitas coisas que têm de ser levadas em conta sobre quanto realizar uma operação e o encontro é uma das coisas que não podem ser ignoradas”, disse Matan Vilna, do Ministério da Defesa de Israel à rádio do Exército.
Karen Koning AbuZayd, comissário-geral da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por ajudar os refugiados palestinos disse: “Tomar qualquer passo, como cortar água ou eletricidade, seria ilegal”.
Israel se retirou da faixa de Gaza em 2005, após 38 anos. Os palestinos afirmam que o território ainda é controlado pelos israelenses, pois eles detém o domínio das fronteiras, águas e espaço aéreo.
Fonte: Reuters


