Empresa aérea chinesa anuncia compra de cinco Airbus 321

A empresa aérea chinesa Shanghai Airlines anunciou nesta sexta-feira que prevê adquirir cinco Airbus 321, para repor quatro antigos Boeing 757, que serão vendidos a uma empresa de “leasing”.

O valor da compra será inferior ao preço de catálogo, de US$ 370 milhões, segundo comunicado divulgado pela empresa, sem definir o montante exato.

Os cinco aviões estão previstos para serem entregues entre 2011 e 2012 e fazem parte de um acordo para a compra de 150 unidades firmado entre a fábrica européia Airbus e o governo chinês.

Conforme a Shanghai Airlines, os quatro Boeing serão vendidos por US$ 66 milhões à companhia norte-americana Aircastle.

Fonte: France Presse

Rússia quer instalar base permanente na Lua em até 25 anos

A Rússia planeja instalar uma base permanente no satélite natural da Terra entre os anos de 2027 e 2032, declarou nesta sexta-feira Anatoli Perminov, da Roskosmos (agência espacial russa).

“Segundo nossas estimativas, estaremos preparados para efetuar o primeiro vôo à Lua em 2025 e para instalar e assegurar o funcionamento de uma base habitada em sua superfície entre 2027 e 2032″, disse Perminov em entrevista coletiva.

O país também prevê viagens de cosmonautas a Marte a partir de 2035.

Quarenta e seis anos depois do vôo de Yuri Gagarin, primeiro homem a ir para o espaço, os russos continuam tendo grandes projetos para a Lua e para Marte. Esses projetos, no entanto, enfrentam problemas com a falta de financiamento para o setor aeroespacial, que se recupera a duras penas depois do fim da União Soviética.

Fonte: France Presse

Votação do caso Renan no conselho fica para a próxima quarta-feira

O plenário do Conselho de Ética do Senado Federal vai votar na próxima quarta-feira o relatório do primeiro processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de quebra de decoro por supostamente ter recebido recursos da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais –como pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.

Ontem, o conselho decidiu, por dez votos a cinco, que a votação do relatório será aberta. No entanto, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) pediu vista ao relatório e a votação foi adiada para a semana que vem.

Além de Salgado, o senador Gilvam Borges (PMDB-AP) também pediu vista ao relatório dos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS).

Aliados de Renan argumentaram que precisam estudar melhor o texto apresentado pelos relatores para se manifestarem sobre o parecer. A Folha Online apurou, no entanto, que os peemedebistas deflagraram uma estratégia para que Renan possa ganhar tempo na tentativa de ser absolvido no Conselho de Ética.

Ciente dos argumentos dos relatores em favor de sua cassação, o presidente do Senado vai tentar reverter a decisão de parlamentares que já declararam ser favoráveis ao relatório de Serrano e Casagrande. No texto, os dois relatores apontam oito razões para que Renan perca o mandato por quebra de decoro parlamentar.

Casagrande e Serrano acreditam que o Conselho de Ética vai aprovar, na próxima quarta-feira, o relatório em que recomendam a cassação do presidente da Casa.

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Desmatamento aquece Amazônia em até 4ºC, diz Inpe

Uma das perguntas que mais tiram o sono dos estudiosos da Amazônia é quanto desmatamento precisa ocorrer para que o clima local mude. Pelo menos para uma região da floresta, cientistas brasileiros acreditam já ter uma resposta: 40%.

Substituir esse total de mata nativa por soja ou pasto pode causar aumentos de temperatura de até 4ºC e uma redução de até 24% nas chuvas durante a estação seca na porção leste do território amazônico.

A área em questão abarca Pará, Amapá, Roraima, Maranhão, Tocantins e um pedaço do Amazonas. Trata-se da metade naturalmente mais seca dos 5 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Legal. E também uma das mais desmatadas: de 18% a 20% das florestas ali já cederam lugar à agropecuária, contra 15% da média amazônica total.

A conclusão é de um estudo feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), com participação de pesquisadores das universidades federais de Minas Gerais e de Viçosa. O trabalho, que será publicado em setembro no periódico “Geophysical Research Letters”, cruza pela primeira vez modelos climáticos computacionais com cenários realistas de desmatamento.

Ele aponta que, além do aquecimento global, a destruição da floresta também pode levar à chamada savanização, processo no qual o clima quente e úmido típico da Amazônia dá lugar a um clima quente e seco característico do cerrado. Nesse clima, a vegetação densa da floresta tropical não sobrevive –e cede lugar à savana.

O conceito de savanização foi proposto em 2003 por Marcos Oyama e Carlos Nobre, do Inpe. Com base em modelos que uniam clima e vegetação, eles estimaram que o aumento da concentração de gases-estufa poderia levar a floresta a um novo “estado de equilíbrio”.

Os cientistas sabiam que o desmatamento também tem potencial “savanizante”. Isso porque o clima na Amazônia depende das árvores, que regulam a umidade e a quantidade de luz solar que chega ao solo. Quanto menos floresta, em tese, mais quente e seca será a região.

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China lança plano para retirar alimentos e brinquedos nocivos

A China deu início nesta sexta-feira a seu primeiro sistema de retirada de produtos alimentícios e brinquedos prejudiciais para a saúde humana. A iniciativa faz parte de uma campanha para melhorar a imagem do país depois dos problemas com suas exportações, informou a agência estatal de notícias “Xinhua”.

O mecanismo, estabelecido pela Administração Geral de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena, segue ao colocado em prática em 2005 para retirar do mercado automóveis defeituosos e desenvolve um regulamento sobre inspeção de produtos de consumo humano aprovado em 2002 pelo governo.

A partir de hoje, quando um produto for confirmado como nocivo, os fabricantes e distribuidores, tanto chineses como estrangeiros, deverão deter a produção e a venda, notificar os vendedores e os clientes, e comunicar as autoridades sobre o problema.

Os fabricantes terão de “tomar a tempo todas as medidas necessárias” para reduzir os efeitos adversos produzidos por “alimentos ou brinquedos inseguros”.

O sistema, que, segundo Pequim, segue normas internacionais, estabelece também que os produtores têm a “principal responsabilidade de evitar e eliminar brinquedos e alimentos inseguros”.

Fonte: Efe

Camargo Corrêa fará casas destinadas à baixa renda

A Camargo Corrêa adotou a estratégia Casas Bahia: vai vender moradias com prestações que cabem no bolso do consumidor –tão baratas quanto as de um carro popular. Para isso, ontem a CCDI (Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário), seu braço de incorporação imobiliária, anunciou a compra de 51% da HM, construtura de moradias populares de Bauru (SP), por R$ 50,6 milhões. É a primeira aquisição da CCDI, que abriu capital em janeiro.

“Estudamos profundamente esse segmento no México, China, Ãfrica do Sul, Espanha e Turquia”, diz Roberto Perroni, diretor-superintendente da CCDI. “Queremos ter participação forte na área e vamos entrar em outros Estados, também por meio de aquisições.”

A entrada de grandes construtoras nesse segmento de mercado pode ser considerada um marco, dizem especialistas. “Os apartamentos da CDHU [Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano] custam pouco porque são subsidiados”, diz Luiz Pompéia, diretor da Embraesp, empresa especializada em estudos de patrimônio imobiliário. “A partir do momento em que grandes construtoras também miram essa área, significa que o crédito, a recuperação de renda e a confiança do consumidor fazem sentido financeiramente.”

Cyrela, Rossi e Gafisa anunciaram recentemente a entrada nessa área. Os preços médios dos imóveis populares dessas empresas, no entanto, são maiores do que os da CCDI.

Inicialmente, a empresa manterá o nome da HM, que é reconhecido no mercado de construções populares. Nos próximos 60 dias, a CCDI decide se criará uma marca própria para a baixa renda.

Os preços das moradias irão variar de R$ 40 mil a R$ 100 mil e o público alvo são famílias que têm renda média de R$ 1.300 por mês. As prestações ficam por volta de R$ 400 mensais.

A CCDI pretende lançar 700 unidades populares em 2007, que representarão R$ 50 milhões em vendas

‘Nossas pesquisas indicaram que o consumidor de baixa renda também quer qualidade, boa localização e áreas comuns e sociais’, diz Perroni. ‘O que ele privilegia mais é a condição de pagamento e por isso faremos prestações tão baixas ou menores que as de um carro.’

Para ele, o anúncio da dilatação dos financiamentos para 30 anos, feito nesta semana pela Caixa Econômica Federal, só ajuda a tendência de fortalecimento do segmento popular.
“Essa é a categoria na qual há maior déficit de moradias no Brasil”, diz Pompéia. “Faz sentido as incorporadoras investirem nela.”

Na área de incorporação desde 2003, a CCDI dedicava-se apenas a imóveis de alto padrão, com valores médios acima de R$ 400 mil e de médio-alto padrão, superiores a R$ 200 mil. Recentemente, voltou-se também para o chamado segmento econômico, de casas entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. Na hora de entrar nos populares, preferiu a aquisição.

“Para garantir a rentabilidade na baixa renda, é importante ter controle sobre a construção e éramos, até então, apenas incorporadores”, diz Perroni.

Segundo ele, a empresa pretende crescer não apenas na região metropolitana de São Paulo, como tem estudado aquisições em outros Estados. “A HM tem grande expertise na área, mas nunca teve capital disponível abundante”, diz ele. “Agora, poderá crescer de verdade.”

Com 30 anos de mercado, a HM já entregou 87 mil moradias populares em cidades como Campinas, São José do Rio Preto, Jundiaí, Barretos e Sumaré. No ano passado, a HM faturou R$ 65 milhões e teve lucro líquido de R$ 9 milhões. Com a aquisição, a CCDI passa a ter R$ 2,15 bilhões de Valor Geral de Vendas (a receita potencial de seus lançamentos).

Os atuais controladores da HM receberão R$ 10,6 milhões, e a CCDI aportará R$ 20 milhões inicialmente e outros R$ 20 milhões quando houver necessidade de novos investimentos. A CCDI tem ainda a opção de compra de mais 30% da HM, a ser concretizada no início de 2009. A empresa pretende que 50% de seus lançamentos sejam populares, até 2009.

Fonte: Folha de São Paulo

“As ferragens sugavam as pessoas”, diz sobrevivente

A cena do choque dos trens, terrível, ainda estava bem viva na lembrança do auxiliar de cozinha Edson Andrade, 33: “As ferragens foram sugando as pessoas aos poucos. Foi horrível: muito pânico, muita criança chorando e gente correndo”.

Andrade estava no primeiro vagão, aquele em que houve mais mortos e feridos. Ele voltava do primeiro dia de trabalho num restaurante da Urca, na zona sul. Conseguiu sair por cima do trem com apenas um ferimento leve no joelho, graças à sua agilidade. Com o auxiliar estava o amigo, identificado como Didi.

Ninguém sabia dele: até a conclusão desta edição, Didi não havia sido localizado. Também ferida no choque, Marisa, 37, impressionou a irmã, Marizete Bento Pereira Pacheco, 37, com o relato que fez do acidente: “Ela disse que foi igual a um filme de ação. O trem veio rasgando tudo”, afirmou. “Graças a Deus, ela [Marisa] só teve uma luxação da perna. Fico imaginando as pessoas que não tiveram essa sorte de poder estar aqui agora.”

O drama das vítimas mobilizou quem passava pelo local. O feirante Fernando Abreu de Matos, 37, descia de uma van no momento do acidente e ajudou a socorrer as vítimas.

Nuvem de poeira

“Ouvi um estrondo e vi uma enorme nuvem de poeira subindo. A cena era desesperadora. Muita gente, inclusive crianças, gritando. Corpos mutilados, sem braços, sem cabeças, parecia um cenário de guerra”, afirmou. “Espero conseguir esquecer tudo o que vi.”

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Alemanha reinaugura maior sinagoga do país

A comunidade judaica alemã reinaugurou nesta sexta-feira a maior sinagoga do país, no centro da capital, Berlim.

A sinagoga foi construída em 1904 e destruída por tropas nazistas em 1938, durante a “Reichskristallnacht”, a “Noite de Cristal”, em que os templos judaicos na Alemanha foram destruídos e incendiados.

A cerimônia de inauguração teve a presença de vários ministros do governo alemão e do prefeito da cidade de Berlim, Klaus Wowereit.

O edifício não chegou a ser incendiado pelos nazistas, pois eles temiam que o fogo se alastrasse para casas de famílias não-judaicas, mas foi em parte demolido e teve seu interior destruído.

O rabino e os membros da comunidade na época foram deportados para um campo de concentração e o prédio foi usado como armazém e estábulo.

Depois da guerra, o templo, que fica no território do que era Berlim Oriental, serviu de abrigo a famílias judias e de sede para uma escola.

Durante a existência da Alemanha Oriental, o prédio foi o único ponto de encontro para judeus no extinto país socialista.

Com o crescimento da comunidade judaica de Berlim, o edifício com lugar para 1,2 mil pessoas foi reformado e restaurado para voltar a ser uma grande sinagoga.

A reinauguração do templo foi o ponto alto de um festival de cultura judaica que vai até o dia 9 de setembro, com shows de música, teatro e literatura.

A capital alemã abriga atualmente a maior comunidade de judeus da Alemanha, com cerca de 12 mil membros. Antes do holocausto nazista havia cerca de 270 mil judeus na cidade.

Novas sinagogas foram inauguradas recentemente nas cidades alemãs de Dresden, Munique e Gelsenkirchen, o que reflete o crescimento da comunidade judaica no país.

Fonte: BBC Brasil

Exército israelense admite erro em morte de crianças

O Exército israelense admitiu ter errado quando disparou contra três crianças palestinas, na última quarta feira.

Segundo a investigação do Exército, as três crianças mortas no norte da Faixa de Gaza estavam brincando de pega-pega quando foram atingidas por disparos de um tanque israelense.

Os resultados da investigação, publicados nesta sexta-feira, contradizem a primeira versão do Exército, segundo a qual as crianças teriam sido enviadas por militantes palestinos para recolher lançadores de foguetes usados contra Israel.

As crianças eram todas da família El Razala, da cidade de Beit Hanoun, e tinham saído para brincar perto de casa. Mas no local que escolheram havia lançadores de foguetes, que horas antes tinham disparado contra a cidade de Sderot.

Ihia, de 12 anos, e Mahmoud, de 10, morreram imediatamente. A prima Sara, também de 10 anos, morreu algumas horas depois, no hospital de Gaza.

Segundo porta-vozes militares, os grupos armados palestinos costumam lançar foguetes contra Israel a partir de áreas residenciais, colocando em risco a vida de civis.

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Após fracasso, governo sepulta Primeiro Emprego

Após quatro anos de fracassos sucessivos, o programa Primeiro Emprego, uma das principais bandeiras da campanha eleitoral de 2002, será sepultado oficialmente pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. O programa, que dá vantagens a empresas que ofereçam vagas a jovens de 16 a 24 anos, foi excluído do projeto do PPA (Plano Plurianual) 2008-2011, que irá hoje ao Congresso. Como o PPA orienta os Orçamentos a cada quadriênio, não haverá mais verba para o Primeiro Emprego a partir de 2008.

Segundo o Ministério do Planejamento, o governo concluiu que o diagnóstico que embasava o programa, segundo o qual as empresas não contratam iniciantes por falta de incentivo, estava errado. “Num segundo momento, vimos que o problema era a qualificação dos jovens”, disse o secretário de Planejamento e Investimentos Estratégicos, Afonso Oliveira.

Concebido para ser o segundo programa social mais importante do governo –atrás só do também extinto Fome Zero, substituído pelo Bolsa Família– e apresentado como principal iniciativa contra o desemprego, o Primeiro Emprego foi lançado em junho de 2003. “Estamos dando, hoje, um passo excepcional para resolver um dos problemas mais graves que o Brasil vive”, discursou Lula no Planalto, na época.

O interesse das empresas, porém, ficou abaixo das expectativas do governo. Em março de 2004, o sistema eletrônico de acompanhamento dos gastos federais registrava um único beneficiário, um jovem contratado como copeiro por um restaurante de Salvador.

Quando lançado, o programa previa criar até 260 mil vagas por ano, mas, até o ano passado, o total não passava de 15 mil.

Ao longo do primeiro mandato, o marketing do programa foi sendo reduzido, assim como suas verbas orçamentárias. De R$ 188 milhões em 2004, são apenas R$ 130 milhões neste ano, dos quais apenas R$ 20 milhões foram efetivamente pagos até agora. O governo nunca chegou a gastar metade dos recursos destinados ao Primeiro Emprego a cada ano.

Na tentativa de salvar o programa, foram promovidas alterações nas regras, a partir de reivindicações das empresas. Foi abandonada a principal exigência aos empregadores: o compromisso de não demitirem funcionários pelo período mínimo de 12 meses a contar da adesão ao programa. Os subsídios também subiram, e hoje os empresários fazem jus a R$ 1.500 anuais por vaga criada.

No PPA 2008-2011, as iniciativas para o público do Primeiro Emprego foram agrupadas no Projovem, que, segundo o projeto, receberá R$ 7,4 bilhões no período e beneficiará 6 milhões de jovens entre 15 e 29 anos. Na tradição da administração federal, as verbas previstas nos PPAs são de execução ainda mais incerta que as dos Orçamentos anuais.

Fonte: Folha de São Paulo